Tudo começou a quase 200 anos num enlace matrimonial do Rei da Baviera homenageando a Princesa Tereza da Saxônia com uma corrida de cavalos. Uma homenagem de tanto sucesso que passou a se realizar todos os anos com a participação do povo da região. Nunca se imaginou que esta festa ganharia fortes dimensões, transpondo visitantes a apreciarem várias atrações.
Após passar por vários processos até chegar ao contexto em que vivemos hoje, a Oktoberfest nasce em Blumenau após as enchentes de 1983 e 1984, onde a região passava pelos seus piores momentos de existência. A população carente de expectativas buscou sustentar este marco na esperança de reconstrução da cidade e de novos caminhos.
Com êxito, grande parte dos blumenauenses festeja este momento com expressão, intensidade, orgulho e alegria. Como em qualquer festa popular, os desfiles de carros alegóricos, as tradições germânicas trazidas há 158 anos por Dr. Blumenau, mostram os aspectos da nossa história, se registrando como a segunda maior festa alemã do mundo.
É fácil constatar que as pessoas ficam entusiasmadas para a chegada desses quase vinte dias de alegria. Infelizmente uma alegria passageira que não compara a expressada no Salmo 16:11 “Tu me farás ver os caminhos da vida; na Tua presença há plenitude de alegria, na Tua destra, delícias perpetuamente”.
Neste período do ano observa-se que as pessoas necessitam de algo que as façam sorrir, onde o chopp é o estimulante líquido, cuja alegria escorre em forma de espuma e desaparece melancolicamente. Por esses motivos que esta festa não combina com nossa fé em Cristo.
A Oktoberfest é uma festa de integração da sociedade, que sem dúvida fomenta nossa economia através do comércio, do turismo, da rede hoteleira entre outros, mas é necessário lembrar que a pessoa centrada em Cristo tem um ideal de pureza expresso em Filipenses 4:8 quando diz que “tudo que é puro, seja isso que ocupe o vosso pensamento”. Há uma frase que diz que beber é um recurso lógico para liberação pessoal e coletiva.
Baseado nisso, cabe a nós cristãos, quando virmos alguém levantar o caneco de chopp, ter a oportunidade de fazermos o mesmo gesto, elevando a Palavra de Deus, a Água da Vida, bebida mais pura, que é um verdadeiro refrigério para o corpo e para a alma. Saciar essa profunda sede é viver feliz 365 dias sem ilusões e frustrações, que, aliás, é inteiramente grátis e seu efeito não é passageiro mas sim eterno.
Em João 4:14 Jesus Cristo diz “mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água viva a jorrar para a vida eterna”.