Um Pastor que Lutava pelos Direitos Humanos
10/05/2011
No último dia quatro de abril completou mais um ano da morte de Martin Luther King Jr. Nascido no sul dos Estados Unidos no auge da segregação racial, King era de uma família de pastores. Desde jovem Martin Luther King Jr. foi comprometido com as lutas sociais. Organizou boicotes aos transportes públicos, apoiou greves de estudantes e de trabalhadores, tornou um dos maiores símbolos do movimento negro no mundo. Popularizou-se ao ser o mais jovem ganhador do Premio Nobel da Paz em 1964.
O que gosto na biografia de Martin Luther King Jr. é o fato de este sair do discurso e envolver-se na prática, sair das quatro paredes da instituição e arriscar-se a sonhar e viver sonhos coletivos que até então eram utopias. O pastor King organizou a resistência pacífica nos Estados Unidos, valorizou o diálogo, unificou as lutas de seu povo, pregou a não-violência. Através de sua liderança, negros e brancos encontraram as bases de uma convivência harmoniosa, baseada no respeito, no espírito de compreensão e na tolerância.
Por isso pagou um preço alto, foi morto na tarde de quatro de abril de 1968. Enquanto estava na janela de um quarto de hotel em Memphis/Tennesse onde se preparava para liderar uma marcha de protesto em apoio à greve dos lixeiros daquela cidade.
Hoje, quarenta e três anos depois, em meio a debates e discursos diários de falsos moralistas referente aos direitos humanos e a vida, acredito ser importante trazermos presente a memória o exemplo do Pastor King. Um dos seus discursos que se tornou um dos mais importantes da história ele dizia ter um sonho em que seus quatros filhos não seriam julgados pela cor da pele, mas, pelo caráter.

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