Trampolim, paraquedas e borrachão: modelos de liderança jovem
10/07/2009
Outro dia, lecionando em um encontro de liderança jovem, falei que Deus escolhe pessoas talentosas para formar um grupo e elege o menos habilidoso para ser o líder! Atualmente, este tem sido o argumento mais radical que encontrei para positivar a mensagem de que não desejamos líderes que queiram dar um salto ministerial através de um grupo de jovens.
Sugiro que se alguém ainda pensa que liderar jovens possa ser um “trampolim”, considere alternativas menos arriscadas. Acredito que será bem-sucedido quem trabalhar para e com o grupo sem objetivar promoção ou recompensas por esta liderança. Minha recomendação é que você, recém chegado ou veterano, escolha as pessoas antes dos projetos!
Desgostamos do mesmo modo, da chegada de pessoas à liderança jovem sem ter participação no grupo. Penso que cheguei neste serviço, há uns dez anos, como a grande maioria, de “paraquedas”. Aplicávamos a fórmula do “congresso”, a química do “conjunto”, mesclando encontros espirituais com atividades de integração.
A última imagem que compartilho é a do “borrachão”. Ela nos foi transmitida por um sábio pastor, que relacionava os líderes de jovens aos surrados pneus de um cais, utilizados para suavizar o impacto das embarcações com o porto. A idéia principal é a de que precisamos saber mediar os inevitáveis choques de opiniões e comportamentos entre os jovens e a igreja. Neste dilema, especializamo-nos em conciliar as novas e as velhas abordagens.
Talvez isto tenha contribuído para o surgimento de líderes criativos. Para não citarmos eventos e programações, que também noticiam as mudanças no ministério com jovens, lembremos que os antigos líderes eram chamados de “dirigentes da mocidade”. A alteração no conceito não é mera casualidade lingüística. Neste sentido, gosto do lema da Mocidade Para Cristo - MPC, ao compasso dos tempos, mas ancorado na Rocha.
Creio que os tempos são favoráveis e exigem ministérios de juventude com propósito. Nossos grupos desejam líderes amigos, que saibam ouvir, que participam da vida e que compartilham os serviços na intenção de fazer surgir novos líderes. Que nestes afetivos e estreitos relacionamentos, nossos jovens amigos possam achar em nós as marcas de um velho modelo, também chamado Nazareno.


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