O Louvor ao Som da Bateria
20/10/2008
Acompanho a evolução da presença da bateria nas igrejas a bastante tempo. Pessoas que antes a tinham como um “instrumento satânico” ou percebiam a introdução deste instrumento como “o mundo entrando na igreja”, hoje sentem falta quando eventualmente este instrumento não é tocado nos cultos. Percebe-se aí a mudança de alguns conceitos, que neste caso, graças à Deus, foi benéfico para o crescimento da obra do Senhor.
A bateria é apenas um instrumento, como os demais, serve para glorificar ao Senhor ou induzir o povo ao pecado (diabo). O que difere um de outro é o coração do baterista e o contexto o qual ele toca.
É um instrumento dinâmico, com criatividade e técnica; pode ser usado em todos os grupos, desde pequenos conjuntos até grandes orquestras nos mais variados estilos musicais.
As baterias mais comuns são compostas por uma caixa, um bumbo, dois tom-tons, um surdo, chimbal e demais pratos, geralmente dois, ataque e percussão.
Ao baterista é exigido um elevado nível de coordenação motora (adquirido com treino) já que exige interdependência rítmica dos quatro membros do corpo em ação simultânea e contínua. É necessário também atenção e precisão. Não é um instrumento melódico como um teclado, violão ou metais, obviamente só faz sentido se tocado acompanhando um destes instrumentos.
Em termos gerais a bateria nada mais é do que um conjunto de instrumentos de percussão tocados simultaneamente por uma só pessoa.
As primeiras referencias da presença dos instrumentos de percussão em atos de adoração ao Senhor foi na ocasião em que Miriã cantou e dançou tocando tamborim (Ex.15:20 e 21). Na ocasião da transferência da arca para Jerusalém pelo rei Davi (II Sm. 6:5). E também, a passagem mais conhecida, Salmos 150 (louvai com címbalos) onde é nos mostrado a forma e os instrumentos pelos quais podemos louvar ao Senhor. Daquela forma Deus se agrada, caso contrário não estaria tão explícito na bíblia.
Para ser um bom baterista
Primeiro lugar: Se você deseja ser um bom baterista na sua igreja, o essencial é o seu caráter cristão. Uma vida que está em Cristo conduz outras pessoas a Jesus, edifica vidas e soma no Reino de Deus. Permita-se ser antes de tudo (antes mesmo de começar a aprender música) a ser um cristão autêntico, obediente a Deus e à sua palavra, separado do pecado e que desenvolve os frutos do Espírito. Gálatas 5:22-26.
Técnica: Hoje há variados métodos para o ensino da bateria, e podem ser facilmente adquiridos em lojas especializadas e até em bancas de jornal. O número de escolas musicais também aumentou abrindo um leque de variedades e formas de ensino de acordo com a disponibilidade e faixa etária do aluno. Assim como nos demais instrumentos, cabe ao executante um aperfeiçoamento contínuo, treinos de técnicas, leitura de partituras e ensaios com os demais membros do conjunto/banda.
Equilíbrio musical: A bateria na maioria das vezes é o principal condutor rítmico da musica, (velocidade e volume), o metrônomo é uma ferramenta importante pois educa o baterista para o acompanhamento sendo responsável pela dinâmica musical. Devido à espontaneidade e movimentos corporais que o instrumento requer, muitos bateristas “exageram na dose” (empolgam-se) logo perdem a concentração e não raras vezes perdem a habilidade de tocar sem encobrir as vozes ou solos de outros instrumentos, logo o louvor que era para Deus perde seu alvo.
Na maioria das vezes a igreja não possui um técnico de som que controla o volume de todos os instrumentos. O resultado disso é o aumento gradativo dos demais instrumentos pelos próprios músicos numa tentativa frustrada de equilibrar o som. Isso causa desconforto nas pessoas que estão ouvindo e até mesmo nos próprios colegas do conjunto/banda. Outro problema comum é o uso excessivo dos pratos que muitas vezes são usados para “compensar ou camuflar” a falta de técnica necessária.
Mas a solução para o alto som da bateria muitas vezes não compete somente ao músico. A tecnologia está evoluindo, hoje por preços bastante acessíveis é possível encontrar maneiras de equilibrar o som da bateria sem a perda da qualidade da música. A alternativa mais comum e utilizada em muitos templos são os chamados “aquários”, consistem em cubículos de acrílico onde o baterista toca, neles o som da bateria é abafado permitindo o contato visual. Para tal, é necessário microfonar a bateria na sua totalidade e disponibilizar ao baterista uma caixa de som (retorno) e/ou fone de ouvido ficando a cargo do técnico de som afinar os volumes.
Aprenda: Esteja por dentro das novidades relacionadas à área, novas marcas, modelos, materiais e estilos musicais.
Tempo: Reserve um tempo, se possível diariamente para seus estudos, assim sua habilidade será aperfeiçoada. Tão importante quanto o tempo de treino de técnicas é o tempo de oração. Encare como um ministério. Se você toca este instrumento em sua igreja, provavelmente você foi escolhido por Deus para desempenhar esta função. Faça com compromisso e alegria.
Humildade: Esteja disposto a aprender, aprenda com os grandes e também com aqueles que você julga menos experientes, com certeza eles têm algo a nos ensinar.
Lembre-se de quem você é: Você é apenas um instrumento nas mãos de Deus, cabe a você escolher ser usado ou não.
Lembre-se onde você está: Assim como a bateria está à sua frente, coloque Jesus à frente de todas as suas “batidas”, afinal nada adiantaria tocar perfeitamente sem a presença do Senhor (Sal. 127). Somente a Deus pertence toda honra e toda a glória.
Toquemos então com alegria para Aquele que nos resgatou deste mundo. A presença de Deus faz a diferença!
Um grande abraço a todos os amigos que glorificam ao Senhor através da bateria.

2 Comentários
Irmão, muito bom o artigo.
Tenho visto um milhão de artigos criticando o uso da bateria nas igrejas, pregando que vem do diabo, até que a primeira aparição foi do uso pelo diabo etc... e etc....
mas todos que citam vários textos para difamar o uso deste instrumento não o usam nem citar, nem comentam o Sl 150.
Abraços.
Pet.
parabens mano, show de bola!
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