O Cristão, o Governo Local e as Eleições
27/09/2008
Um conceito essencial à democracia reside no direito de votar e ser votado. Nisto todos concordamos.
Nas próximas eleições, 130 milhões de brasileiros estarão aptos a expressar a sua vontade nas urnas. Quanto ao dever do voto, penso que a abolição da obrigatoriedade significaria um avanço na consolidação dos ideais democráticos, eliminando-se, em certa medida, o risco das negociatas, do clientelismo e de outras tendências eleitorais negativas. Mas, enquanto o voto facultativo não chega, estaremos nas urnas exercendo a nossa cidadania.
E em quem vamos votar? No dizer do teólogo Robson Cavalcanti, não se pode deter a marcha da história. É melhor conduzi-la, buscando selecionar os atores que a constroem, do que ficar à margem do processo, onde quase sempre se é atropelado.
A agenda do poder local, desenhada pelas Prefeituras e Câmaras de Vereadores, deve incluir a preocupação com os índices econômicos, o financiamento de políticas sociais, a participação popular e o gerenciamento da máquina estatal; incluindo-se, aqui, os investimentos que possibilitam o desenvolvimento sustentável. Estes sãos os temas que os candidatos precisam formular com precisão e implementar com seriedade em nível local.
Toda cidade possui uma biografia. Qualquer que seja o seu nascimento, as suas tradições, a sua economia, os seus edifícios, a sua topografia rural ou urbana. Ela sempre será o resultado da amálgama de tipos humanos e dos seus ritos do poder. A perplexidade gerada por tais contradições pode se configurar em dois caminhos opostos: uma armadilha onde os ingênuos se perdem nos labirintos das promessas mirabolantes ou um farol que lança luzes para quem se dispõe a ser gestor de um novo tempo. Os primeiros tramam a morte da democracia. Que sejam banidos. Mas os que trafegam na estrada da ética, da seriedade e da competência merecem os aplausos. E o nosso voto.

1 Comentário
Parabéns Pastor Ismael dos Santos pelo artigo, vivemos graças a Deus em uma democracia, onde o povo faz valer as suas vontades através da grande arma de legítimo poder que é o voto. Sem dúvida todo cristão tem um papel muito importante em todo processo eleitoral, e aqui em nossa cidade não é diferente, o destino do nosso município, passa pelas nossas mãos. Estejamos conscientes da nossa responsabilidade.
Enviar novo comentário