O Cangaceiro e o Pregador
01/08/2009
Há alguns anos, entrevistei o Pastor Virgil Smith, um dos pioneiros do Movimento Pentecostal no Brasil. Contou-me o missionário que, no final dos anos 1930, devido as dificuldades de transporte no sertão de Alagoas, comprou um carro puxado por cavalos e foi experimentá-lo na periferia de Mata Grande. Foi quando alguns homens de Lampião o seqüestraram, exigindo dinheiro. Como estava com os bolsos vazios, foi levado até ao esconderijo do temido cangaceiro.
Virgil explicou que era apenas um missionário que sobrevivia pela fé. Lampião o ouviu atenciosamente e aceitou alguns folhetos de evangelização, prometendo que “daria uma olhada”. Depois, colocou as mãos sobre os ombros do missionário e disse: “Nós dois estamos tentando corrigir as pessoas; vocês pregadores com a Bíblia e eu com a palmatória e o ferro quente. Agora você pode ir em paz”.
No caminho de volta ao povoado, o pregador anunciou o Evangelho para outras vinte pessoas que também haviam sido libertas do esconderijo de Lampião. Quando eles chegaram à pequena cidade, uma enorme multidão os recebeu:
– Vocês estão vivos? Foi milagre! Foi milagre!
E mais uma vez o missionário aproveitou a ocasião para dar testemunho do Senhor que “solta os prisioneiros para que vivam livres e felizes” (Sl 68.6b).

Enviar novo comentário