O Big Brother Brasil e a Banalização do Sexo
10/03/2010
Fiz um discurso na tribuna da Assembléia Legislativa e fiquei surpreso com a reação positiva dos telespectadores da TVAL, além da manifestação de apoio de alguns deputados.
De fato, estava indignado com a banalização do sexo no programa Big Brother Brasil, exibido pela (ainda) maior rede de televisão brasileira. A série deste ano foi aberta com a cena de um beijo gay e quando o diretor do programa foi questionado se não temia a reação dos crentes, sabe qual foi a sua resposta: “A comunidade evangélica é desunida e omissa”. Talvez ele tenha certa razão, mas eu vou fazer a minha parte. Comecei protestando no Parlamento catarinense e sempre que tiver oportunidade, nos púlpitos e na mídia, não calarei a minha voz.
O BBB não é um programa cultural, nem educativo. O apresentador Pedro Bial foi extremamente infeliz ao chamar o Big Brother Brasil de “a casa dos heróis”. E alguém questionou com ironia: heróis? Que heroísmo existe em ficar comendo, bebendo, fofocando, dormindo e agindo estupidamente encarcerados numa casa que não passa de um zoológico humano?
Aproveitei o meu discurso na TV Legislativa para aconselhar: no lugar de assistir ao BBB, leia um bom livro, visite uma igreja, converse com um amigo, brinque com uma criança. Há coisas maravilhosas pra se fazer no lugar de enriquecer uma emissora de televisão que a cada “paredão” fatura mais de oito milhões de reais com o dinheiro arrecado com as ligações telefônicas.
Concluo com as mesmas palavras que terminei o meu discurso: “Assistir o BBB é apressar a morte cultural e ética dos poucos valores que ainda restam da família brasileira”.

1 Comentário
Realmente, uma cultura inútil, ou melhor, somente inútil porque este programa não tem nada de cultural, além de possuir cartas marcadas para exibição.
Ótimo artigo.
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