Música & Fé
30/07/2008
A religião e a música têm estado bem ligadas. Não há nenhuma outra religião tão fundamental na apreciação da música como o cristianismo e o seu predecessor, o judaísmo. Dos Judeus recebemos grande herança em música. A música das igrejas primitivas se constituía dos salmos dos hebreus e suas melodias.
Através das Escrituras Sagradas temos uma visão ampla do importante papel que a música desempenhava. Poderíamos citar exemplo após exemplo, mostrando o lugar de destaque que a música ocupava na história da igreja.
Mas alguém poderia perguntar: Por que é que o crente canta? Por que dizem que o cântico de hinos representa o transbordamento do coração do crente? O Dr. Allen West Jr. Responde bem a esta pergunta, dizendo: É porque Deus colocou um cântico em nossos corações. Ele nos redimiu com seu sangue. Ele nos transformou em filhos de Deus e nos fez novas criaturas. Ele nos lavou, perdoou os nossos pecados e colocou os nossos pés na Rocha. Ele nos tirou das trevas.
Não há, então, nenhum mistério no fato de que o povo de Deus gosta de Cantar.
Hoje em dia temos uma grande arma à nossa disposição na luta para a evangelização da nossa pátria: a música. Devemos saber usá-la devidamente, tornando-a formidável aliada.
Por que a música representa um papel tão importante em missões?
Talvez não possuamos outra dádiva de Deus que possa ser tão divulgada e entendida por pessoas de todos os idiomas. A música pode transmitir mensagens de amor, esperança e segurança a uma sociedade multilíngüe.
Onde quer que seja que trabalhe um missionário, podemos ter a certeza de que a música tem um papel importante na vida do povo a quem ele se dedica.
Quer seja uma dança tribal da África ou uma empolgante sinfonia da Alemanha; quer seja um violinista flamengo da Espanha ou um rústico bandolim da roça soviética; quer seja uma música folclórica do nordeste brasileiro, acompanhada pela rítmica batucada das mãos dos que a ouvem, ou uma ária operística da Itália, a música é parte da maneira de viver dos povos em toda parte do mundo. A música é linguagem entendida por todos, e é capaz de expressar sentimentos e palavras. A música supera barreiras idiomáticas.
A Sra. Rute Nininger, no seu livro Church Music Comes of Age, relata um incidente que mostra muito bem este poder que supera sérias diferenças raciais e sociais: Durante a segunda Guerra Mundial, os americanos souberam de muitos incidentes emocionantes mostrando o poder da fé cristã ao se manifestar tanto no conquistador como no conquistado. Barreiras raciais e políticas desmoronaram repentinamente através do cântico de hinos aprendidos em escolas missionárias. Numa ocasião, que provavelmente foi repetida outras vezes, um coro composto de jovens japoneses reuniu-se sigilosamente perto de uma repartição de prisioneiros.
A repartição fora cercada de arame farpado e cortina, entre outras pessoas, um grupo de missionários americanos que, depois de passar 21 meses nesta prisão, iriam partir no dia seguinte para os Estados Unidos no navio sueco Gripsholm. O coro de jovens japoneses cantou:
“Jeová te abençoe,
Jeová sobre ti levante o rosto
E te dê paz.!”
Talvez não haja maneira mais segura e eficaz de atrair pessoas em qualquer parte do mundo do que tocar ou cantar algum tipo de música. Em nosso país, se o irmão deseja pregar o evangelho numa esquina ou numa praça pública, não há melhor maneira de atrair um bom público do que através da música.
Naturalmente, a música não é utilizada somente para atrair pessoas para um culto ao ar livre. Um bom programa de música numa igreja muito contribui para atrair pessoas para o culto.
Conheço algumas igrejas em que, quando o seu coro apresenta audições, o templo fica superlotado.
Precisamos aprender a utilizar a música para reunir o maior número possível de pessoas para ouvir a pregação do evangelho.
Louve ao Senhor!
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