Experiência de Simeão X Experiência de Moisés
25/12/2009
No início do segundo semestre de cada Ano, quando vão avizinhando-se os dois últimos mêses, somos surpreendidos por conversas como: “ Esse ano passou tão rápido; já estamos no final do Ano, quem diria?; Esse Ano passou que nêm vi”. As luzes também chamam muito atenção, pois sinalizam que o fim de mais um ano se aproxima. Não podemos esquecer do planejamento das férias e da “virada” a luz dos fogos de artifícios a beira mar. São sinais que nos remetem a reflexão do ano que está prestes a terminar e um novo que está por vir. Votos e promessas também estão incluídas neste pacote de final de Ano; dizemos “ quero ser um ser humano melhor esse novo Ano que está por vir; este ano pretendo ser mais atencioso para com a minha família; neste Novo Ano pretendo investir mais na minha vida material e espiritual”, são propósitos dos mais variados votos. A bem da verdade que é assim, todo o final de Ano, seja crente ou não, todos nós somos vítimas desta realidade.
Por também me incluir nesta lista, que fui levado a buscar na palavra de Deus dois textos bíblicos que podem muito nos ajudar.
O primeiro texto encontra-se no livro de (Êxodo 33.18-23). Na primeira leitura de Êxodo 33.18-23 temos uma das figuras mais importantes do AT, Moisés; protagonista principal que teve a grande vocação de dirigir um povo do estado de escravo, para o estado de povo livre. Seu principal desejo era ver Deus, tocar em Deus, um desejo que com tanta insistência foi atendido, mais com uma condição: tinha que ser da maneira de Deus. E a maneira de Deus era revelar-se parcialmente, mostrando apenas as “COSTAS”. Assim, podemos concluir que quem vê alguém pelas costas não vê muita coisa, ou seja, acaba-se não tendo certeza do que se viu. Em outras palavras Moisés teve uma imagem distorcida e não muito claro de Deus.
O segunda texto encontra-se no evangelho que escreveu São Lucas 2. 25-32. Este segundo texto é lembrado pelo paralelo com o primeiro, pois ambas almejam a mesma coisa, a saber, ver Deus, experimentar a sua “KABOD” (glória). Lucas relata o episódio bíblico de um velho sacerdote templário chamado Simeão, figura inexpressiva no Novo Testamento, existindo uma única ocorrência em toda a bíblia, em que somente Lucas dá o capricho de mencioná-lo. Simeão acreditava piamente na redenção de Israel, no entanto mantinha esperança desse grande dia. E sua esperança é alcançada quando José e Maria levam o menino Jesus ao templo, para cumprir as ordenanças judaicas de apresentação do nascituro ao sacerdote. E movido pelo Espírito Santo, Simeão foi ao templo e lá tomou nos seus braços o Cristo da salvação, e louvou a Deus exclamando: “AGORA SENHOR DESPEDE O TEU HUMILDE SERVO, POIS OS MEUS OLHOS JÁ VIRAM A TUA SALVAÇÃO”
Queridos leitores, observo uma grande diferença entre a pessoa de Moisés e Simeão, grande em termos de valor histórico e bíblico, e também em termos de ver a “KABOD” (glória) de Deus, mas de forma inversa, Moisés viu apenas as costas de Deus, enquanto o velho e inexpressivo Simeão não só viu as costas como viu o rosto do próprio Deus.
Amados Irmãos, a verdade é que todo ser humano, seja ele ateu ou não-ateu, já nasce com a experiência de Moisés, vendo Deus apenas pelas COSTAS. Ou seja, sua única experiência com Deus é distorcida e obscura, lhes causando medo e incertezas diante deste mundo caído de Adão. Por fim, esta é a experiência de se conhecer Deus pelas COSTAS, que chegando datas comemorativas como o Natal e Ano Novo reúnem-se com familiares a fim de comemorar o momento. Os preparativos então começam: arrumar e enfeitar o pinheirinho de natal, fazer a lista de compras antecipadamente, confirmam a lista de convidados para a ceia, em fim, tudo se resume a simples datas de final de ano, e nada mais.
Em contra partida, todos aqueles que se identificam com o velho Simeão tem conclusões adicionais do Natal. No entanto, ter a experiência do templário Simeão, não quer dizer que não devemos preparar pinheirinhos e ceia de natal, mas é preciso um outro significado.
Significa que enquanto todos comemoram um simples encontro de realizações vazias e esperanças incertas, nos filhos de Deus comemoramos a nossa morte e o nosso novo nascimento em Deus. Celebramos a reconciliação entre um filho perdido e um pai amoroso que está com seus braços abertos e diz: “eu te amo, eu te amo...” Assim, enquanto o mundo vê apenas o rosto de mais um bebê, Simeão e todos que se identificam com ele, enxergam além, enxergam a salvação, vêem, tocam, e apalpam não um menino apenas, mas o próprio Deus (1Jo 1.1). Aleluia, aleluia....
Portanto, este artigo é destinado a todas aquelas pessoas, que ao entrar ano e sair ano, não conseguem descobrir o verdadeiro espírito natalino. Se você passou pelo dia 25 de Dezembro e nada agregou à sua vida, fazendo com que uma próxima dada, como o Ano Novo (2010) trouxesse algo mais; eu lhes trago boas novas: Cristo quer te dar um natal inesquecível, levá-lo ao conhecimento pleno de sua salvação e fazê-lo refém de sua Palavra. Assim, você deixará de vê-lo apenas pelas Costas, mas terá a oportunidade do velho Simeão, de ver Deus, de tocar em Deus, de vê-lo em sua totalidade, acreditando no testemunho bíblico que diz: “Quem vê a mim, vê ao Pai (Jo 14.11)....” E assim será natal para você. Mesmo que esse dia seja 26 de Dezembro ou 29 de Janeiro, pois este verdadeiro Natal e Ano Novo não existe data fixa para acontecer, mas um sim lugar; seu coração.
E para concluir quero deixar uma frase: “nada vale Jesus ter nascido em Belém, se não ter nascido primeiro em meu coração”

1 Comentário
Parabéns Junior, maravilhosa reflexão... realmente devemos seguir sempre o exemplo do velho semeão, ver sempre e tocar sempre em Jesus.
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