Ele Mudou a História
16/12/2009
No dia 25 de dezembro comemoramos, simbolicamente, o nascimento de Jesus. Um bom motivo para estudarmos e refletirmos sobre o significado do nascimento e da vida de Jesus entre nós. Para tanto, busquei uma abordagem para o tema a partir de um livro que considero um dos melhores comentários que conheço sobre a vida de Jesus. Refiro-me ao livro “O Jesus que Eu Nunca Conheci” de Philip Yancey, publicado no Brasil pela Editora Vida. Sendo assim, vou me arriscar a fazer alguns comentários correndo o risco de cometer algum deslize teológico.
Sobre Jesus, o que sabemos é que ele era Galileu, mas as suas características físicas são desconhecidas. Nasceu em uma vila pobre e desconhecida. Durante toda a sua vida, as pessoas com quem ele falou não lotariam apenas um de muitos estádios que o Ronaldinho lotou, mas sua influência mudou o mundo mais do que qualquer outra pessoa.
Os que detinham a autoridade religiosa ou política consideravam-no criador de problemas e perturbador da paz. Falava e agia como um revolucionário desprezando a fama, a propriedade e outras medidas tradicionais. Familiarizava-se com o sofrimento das pessoas, teve uma vida breve, que nós hoje, facilmente consideraríamos como perturbada. Era facilmente encontrado entre os pobres, excluídos, pecadores, fracos, e doentes.
Quanto mais se estuda Jesus, mais difícil se torna classificá-lo. Sobre política, por exemplo, falou pouco sobre ocupação Romana que era o principal assunto de seus conterrâneos, mais pegou um chicote para expulsar do templo pequenos comerciantes Judeus a quem chamou de aproveitadores. Construiu uma reputação de transgressor da lei, mas insistia na obediência da lei de Moisés. Poderia ser tomado de simpatia pôr um estrangeiro, mas afastou o melhor amigo com uma dura repreensão: “Para traz de mim, Satanás!”.
Tinha opiniões inflexíveis sobre homens ricos e as mulheres de vida fácil, mas ambos desfrutavam de sua companhia. Um dia, os milagres pareciam fluir de Jesus. No dia seguinte, seu poder ficava bloqueado com a falta de fé das pessoas. Um dia falava em pormenores sobre sua segunda vinda, no outro, não sabia nem o dia nem a hora. Fugiu de ser preso uma vez e marchou voluntariamente rumo à prisão em outra. Falou eloquentemente sobre a pacificação e depois disse a seus discípulos que procurassem espadas. Suas reivindicações extravagantes colocaram-no no centro de controvérsias. Mas quando realizava alguma coisa realmente miraculosa, procurava ocultar. Se Jesus não tivesse existido, não poderia ter sido inventado.
No meio de tanta confusão, como responder a simples pergunta: “Quem é Jesus?” Em uma deliciosa ironia, a figura que mudou a história mais do que qualquer outro homem, conseguiu escapar da atenção da maioria dos mestres e historiadores de seu próprio tempo.
Com certeza a palavra enfadonha e previsível não se pode pensar em aplicar ao Jesus dos evangelhos. Ele era o próprio Deus entre os homens.

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