Ele é Meu Irmão!
12/12/2009
No final de cada ano trocamos presentes ou, pelo menos, votos de um novo ano bem sucedido. Abraçar alguns é fácil, para outros nos é exigido um pouco mais de tolerância. Foi pensando em tais circunstâncias que Paulo deve ter escrito: “Suportem uns aos outros e também perdoem uns aos outros” (Cl 3.13). Ora, suportar incorpora a idéia de agüentar um peso extra. No caso das relações cristãs, fornece um princípio ético orientador na unidade e na compreensão mútua. Ao escrever aos colossenses, o apóstolo admite que existem pessoas de difícil convivência, mas podemos tirar proveito destes desafios fraternos “suportando” o irmão com a graça do Senhor.
Quando dou palestras sobre comunhão cristã, costumo contar a seguinte ilustração: dois irmãos pequenos brincavam de bola num parque. De repente se desentenderam e um deles foi atingido por uma pedra próximo ao supercílio. O sangue jorrou e uma ambulância foi acionada. No ambulatório o menino levou alguns pontos para fechar o corte, mas não conseguia parar de chorar. Um enfermeiro, tentando acalmá-lo, deu-lhe um chocolate. Percebendo que o garoto havia comido parte do bombom, embrulhando cuidadosamente o restante, perguntou:
– Você não gostou do chocolate?
– É claro que gostei... mas vou guardar um pedaço para o meu irmão.
– Mas você não disse que foi ele quem o atingiu com uma pedra?
– Disse... mas ele é meu irmão.
Apesar das pedradas, somos irmãos! O problema é que algumas pessoas insistem em contar as pedras, quando deveriam descobrir o poder maravilhoso do perdão. Faz parte da experiência humana os “ruídos” nos relacionamentos, mas espera-se do cristão que ele reaja com gentileza e ternura. Esta é a mensagem do Natal: perdão que supera as limitações humanas.

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