Combate as drogas
01/04/2011
Pense no Brasil, seu território, sua gente. Pense na história de nossas cidades. Agora imagine comigo o que seríamos sem a maldição das drogas. Basta lembrar que de cada dez crimes cometidos em nossas ruas, pelo menos sete envolvem o uso ou o tráfico de drogas ilícitas.
Como se sabe, as drogas são substâncias naturais ou sintéticas que produzem alterações dos sentidos ou que modificam as funções do organismo, podendo provocar dependência química. De fato, a humanidade convive com uma trajetória de mais de cinco milênios no uso de substâncias psicotrópicas. As pessoas fazem uso de drogas por diferentes razões. Algumas pela simples curiosidade; outras pelo desejo de fugir de problemas e há também aquelas que procuram as drogas em razão da falsa busca pelo prazer. E, é claro, as conseqüências são devastadoras, incluindo-se os desvios morais (mentira, roubo), o sofrimento emocional (culpa, rejeição), os relacionamentos rompidos (afastamento dos bons amigos, separação da família), a destruição da saúde e, por fim, a própria morte.
É aqui que reside a importância de uma ação conjunta (governo e cidadãos de boa vontade), buscando um novo tempo, sobretudo, para as novas gerações. Após quase 15 anos a frente de uma casa de reabilitação, eu continuo recebendo a cada novo dia dezenas de pedidos de internação. É hora do poder público fazer a sua parte. Os governos não podem se omitir no seu papel nas diferentes áreas da problemática das drogas: repressão, educação e reabilitação. É preciso, aqui na Assembléia Legislativa, fomentar uma Frente Parlamentar para que façamos uma radiografia precisa das drogas em Santa Catarina, levantando, sobretudo, dados sobre a participação do Estado na oferta de vagas para a reabilitação de dependentes químicos.
O mandato que o povo catarinense delegou aos novos deputados, configura-se em uma positiva oportunidade de contribuir para motivar o poder público numa cruzada pelo combate ao uso de drogas ilícitas.

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