Agora entendo Deus um pouquinho
11/06/2010 - O desafio de ser pai
Ainda não consegui assimilar a ideia de que serei papai. Não que eu não queira, adorei esse presentão de Deus, mas, sinceramente, dá um baita frio na barriga ao pensar na responsabilidade.
Com a novidade, comecei a ter uma outra visão sobre o “coração” de Deus. Jamais me compararia com o Todo Poderoso, mas na minha limitada e corruptível mente consegui chegar um pouco mais perto do conceito de Deus como Pai amoroso.
Quero que quando meu filho nascer, seja perfeito, saudável e que seja tão lindo quanto a mãe (caso contrário ele pode se traumatizar), no entanto meu amor por ele não está condicionado a isso.
Quero que ele me admire, me olhe como um herói, mas tudo bem se não o fizer, o amarei mesmo assim.
Quero dar-lhe o melhor para seu bom desenvolvimento integral, fazer coisas grandes e simples com ele e para ele. Não espero que me agradeça, mas, se o fizer, ficarei muito feliz.
Quero ensiná-lo princípios eternos, desenvolver nele o caráter de Cristo, mas sei que como toda criança, ele pode errar. Não serei negligente ao corrigi-lo, mas estou pré-disposto a perdoá-lo.
Quando estiver com problemas, espero ser eu a primeira pessoa para quem ele corra ao pedir auxílio.
Quero me interessar por tudo o que fizer, com quem anda, aonde vai, o que tem aprendido.
Quero vê-lo próspero e fazer parte do seu sucesso.
Quero que, quando estiver distante e em momentos de importantes decisões, lembre-se dos meus conselhos.
Se for necessário, estou pré-disposto a dar a vida por ele, mas não espero que faça o mesmo.
E mesmo que, depois de todo esforço para incutir nele o caráter de Cristo, meu filho vier a se afastar farei de tudo para que volte, porém, meu amor por ele continuará sendo incondicional.
Se eu, sendo falho e imperfeito, sinto isso como pai, imagine o que Deus deve pensar de mim? Arrepio-me só de pensar nisso.
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