A Tragédia Fluminense
01/02/2011 - tragédia, catástrofe, pedro,
Nós, moradores do Vale do Itajaí, relembramos com certo pavor a calamidade de 2008 ao ver nos noticiários a tragédia que destruiu milhares de casas e ceifou mais de 600 vidas nas cidades serranas do Rio de Janeiro.
Do ponto de vista estritamente secular, concorda-se aqui com a avaliação da maioria dos meios de comunicação, isto é, tragédias como estas ocorrem pela força da natureza, pelos equívocos dos administradores públicos e em decorrência da própria limitação humana.
Sob a ótica da reflexão bíblica, a força das águas nos faz lembrar o episódio em que, em meio ao mar da Galiléia, os discípulos lutavam contra as ondas em um pequeno barco. De madrugada, entre três e seis horas, Jesus foi até eles, andando sobre as águas. Primeiro pensaram que fosse um fantasma e gritaram de medo; contudo, quando o reconheceram, Pedro tomou a palavra e pediu permissão para acompanhá-Lo naquele inusitado passeio noturno, andando também sobre as águas. Lamentavelmente, a ambição de Pedro era maior que a sua fé. O discípulo impulsivo começou a afundar.
O seu erro foi desviar os olhos de Jesus: “Quando ele sentiu o vento, ficou com medo e começou a afundar” (Mt 14.30). Em Cristo estão concentrados todos os recursos que necessitamos para superar os desafios da vida. Ele é digno de confiança; porém, quando fixamos o nosso olhar nas condições impostas pelo mundo natural, os problemas se agigantam.
O seu acerto foi clamar por Jesus: “Senhor, salva-me!” – bradou Pedro (Mt 14.30), e o Mestre o atendeu rapidamente. O seu grito indicava confiança no único que poderia lhe dar livramento. De fato, em meio as tragédias da vida, “confiar no Deus Eterno dá segurança” (Pv 29.25b).

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