2011: O ano do Centenário
01/01/2011
Este ano teremos uma comemoração em especial: o centenário da Assembleia de Deus. Em 19 de novembro de 1910, um ano após a primeira regulamentação legal que permitia a realização de cultos que não fossem da religião oficial no Brasil, dois jovens de origem sueca, Gunnar Vingren e Daniel Berg, desembarcam em Belém, capital do estado do Pará, oriundos dos Estados Unidos. A principal novidade que traziam na bagagem era a doutrina do batismo no Espírito Santo, que tem como a evidência inicial o falar em línguas.
Na verdade aqueles dois jovens missionários traziam muito mais do que uma “novidade teológica” – deram início a um movimento que revolucionou o cenário religioso e social brasileiro.
Segundo a antropóloga Clara Mafra, as igrejinhas da Assembleia de Deus se multiplicaram e espalharam-se rapidamente pelo Brasil conforme os fluxos migratórios da população trabalhadora. Primeiro pelo Norte e Nordeste com o ciclo da borracha, depois para o Sudeste e Sul. Reunindo gente simples e humilde, característica que contrastava com o barulho impetuoso da oração em “línguas estranhas.” Diante dos visitantes os pentecostais ofereciam não explicações, mas o convite para a participação nos cultos e reuniões.
Além da imersão no espírito, outra característica que é chave para compreendermos nossa identidade é a valorização da leitura e estudo da Bíblia Sagrada. Em um país com índices altos de analfabetismo, nossas Escolas Dominicais tornaram-se verdadeiros centros de alfabetização populares distribuídos em todo o território nacional, além de incentivar a leitura como prática diária.
Estas duas características entre outras, transformaram cada crente em um missionário e a Assembleia de Deus na maior igreja pentecostal do país.
Para saber mais:
http://centenarioassembleiadedeus.com.br/index.php/
Os Evangélicos – Clara Mafra. Jorge Zahar Editor, 2001
Raízes da nossa fé –Ismael dos Santos. Letra Viva, 1996

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