“Provavelmente Deus não exista...”
23/12/2008
Os cidadãos de Londres se surpreenderam com uma inusitada frase desenhada no interior dos metrôs e no lado externo dos ônibus urbanos da capital da Inglaterra, no último mês de Novembro: “Provavelmente Deus não exista. Então aproveite a vida!”. A propaganda foi paga por um grupo de 4.680 ateus, liderados pelo ícone do ateísmo contemporâneo, Richard Dawkins, autor de um polêmico livro intitulado "Deus, um delírio".
Indagado sobre as razões da iniciativa, Dawkins respondeu que a idéia é acabar com qualquer censura psicológica que amordaça o intelecto ou que inibe à população, em particular os jovens, de desfrutarem as coisas boas da vida. Para ele, Deus não passa de um “desmancha-prazer” inventado por pessoas iludidas.
É claro que a questão intelectual da sociedade ateísta de Londres contra Deus não resiste a nenhum exame crítico. Há, naturalmente, a intenção nefasta de afastar a idéia de Deus das pessoas, com o falso argumento de que o ateísmo é a única opção para a pessoa séria e pensante. Mas isto não passa de uma perspectiva ingênua e maldosamente tendenciosa.
Há três mil anos, o salmista anotou: “Diz o tolo em seu coração: não há Deus” (Sl 14.1). Com efeito, sem Deus a vida perde o sentido e qualquer chance de verdadeira felicidade. A relação entre Deus e bem-estar humano é indissociável. Prazer sem Deus não é prazer. É ilusão. É delírio.
É hora dos cristãos fazerem o contraponto à provocação dos ateus. Que frase você mandaria colocar nas ruas de Londres? Se eu pudesse, começaria com esta: “Apenas Deus dá sentido ao prazer!”.




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