“Entra na Minha Casa” – Seja meu Hóspede para Sempre
10/09/2009
O Brasil está cantando “entra na minha casa”, parece oportuno um texto sobre hospitalidade. Então, se optar em desistir de ler, faça isso logo, pois não vou falar nem do sucesso da música, nem do cantor ou mesmo refletir sobre a letra.
Agora que você está insistindo, preciso lhe dizer que em breve terei que mudar o título e a introdução deste ensaio para publicá-lo novamente. Virão outras canções, novos sucessos! A hospitalidade, contudo, permanecerá sendo motivo de reflexão bíblica.
Este começo razoável, quase deselegante, espera servir de elogio àqueles que outrora visitantes na casa do Pai, agora ajudam os estrangeiros a se familiarizarem, a tornarem-se irmãos. Admiro os novos crentes que se envolvem na recepção dos cultos, na verdade, aprecio todas as pessoas que ajudam a manter o calor humano da igreja e seu sentido familiar.
No Antigo Testamento era ordem divina que o viajante fosse recebido como um convidado. Algumas pessoas entraram na história por hospedar personagens famosos da Bíblia. Não são poucos os desconhecidos que se tornaram amigos íntimos pela hospitalidade. Gosto do velho Barzilai, que pelo menos em duas ocasiões serviu ao rei Davi (2ª Sm.19:31). Outros amaram tanto aos seus hóspedes que ampliaram a casa.
Em um só capítulo, o evangelista Lucas faz três alusões ao tema. Na primeira cena, Cristo ao enviar os discípulos para as primeiras missões, orienta-os sobre os cuidados e o privilégio de serem hóspedes em nome do Evangelho (Lc.10:1-12). Em seguida, o Mestre conta a parábola do samaritano viajante que socorre um homem ferido e promove os seus cuidados em um abrigo. Depois disto, Jesus foi recebido na casa de Marta e no coração de Maria. (Lc.10:25-42).
Também Paulo quando lista os requisitos que devem estar presentes na vida de um bispo, prescreve que o mesmo deva ser hospitaleiro (1ª Tm.3:2). É significativo, sobretudo, se considerarmos que as igrejas se formavam nas casas.
A hospitalidade é um mandamento, um costume e um dom. Pode estar associada ao pronto atendimento, como em um hospital, mas também a um jantar devidamente preparado. Tem horas que a graça é ser hóspede, momento que melhor aprendemos a ser hospedeiro. Neste processo de acolher e ser acolhido nos acende a mensagem Daquele que não teve lugar digno sequer para nascer, mas sendo recebido em alguns corações formou uma comunidade de peregrinos, fazendo-lhes a promessa de preparar um lugar na casa de Seu Pai. Hoje Ele está à porta e bate, mas logo, cumprirá Sua Palavra e nos dirá: Entrem na minha casa!


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